

A Prefeitura de Goiânia manteve a rescisão do contrato com uma médica investigada após mensagens reveladas pelo Mais Goiás indicarem uma orientação para alterar códigos de dengue nos prontuários e evitar a inclusão dos casos nas estatísticas oficiais.
A decisão foi assinada pelo prefeito Sandro Mabel em 10 de setembro e publicada no Diário Oficial do Município.
Segundo a apuração, mensagens compartilhadas em um grupo de médicos sugeriam a substituição do CID de dengue por códigos de doenças semelhantes. A justificativa seria evitar que os números da doença fossem utilizados contra a categoria durante um conflito entre médicos e a prefeitura.
Ao analisar o recurso apresentado pela médica, Mabel considerou que a orientação para modificar os registros era incompatível com as obrigações profissionais, mesmo sem comprovação de que ela tivesse efetivamente deixado de notificar casos.
A prefeitura, porém, anulou a punição que suspendia a médica de participar de licitações e a impedia de contratar com o município por até dois anos. De acordo com a decisão, essa penalidade exigiria um processo administrativo específico, que não foi realizado.
O Sindicato dos Médicos de Goiás (Simego) afirmou repudiar qualquer prática de subnotificação de doenças de notificação compulsória, mas destacou que a responsabilidade individual da médica ainda está sendo discutida judicialmente.
O caso continua sob análise da Justiça.

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