

O líder religioso Paul Mackenzie foi acusado por mais 52 mortes no Quênia após a descoberta de uma nova vala comum no Condado de Kilifi. Fundador da igreja Good News International Ministries, ele é apontado pelas autoridades como o mentor do chamado “Massacre de Shakahola”, no qual centenas de seguidores teriam sido induzidos a jejuar até a morte com a promessa de “encontrar Jesus”.
Mesmo preso desde 2023, investigadores afirmam que Mackenzie continuou coordenando as ações de dentro da cadeia. Promotores encontraram bilhetes manuscritos com ordens diretas aos fiéis, além de registros financeiros que indicam que ele mantinha controle ativo sobre o grupo. Com a nova descoberta, o número de vítimas já ultrapassa 480 pessoas.
As investigações revelaram uma hierarquia cruel nos sacrifícios: crianças eram as primeiras, seguidas por solteiros, mulheres e, por fim, homens. Recentemente, o ex-chefe de segurança da seita, Enos Amanya Ngala, confessou envolvimento na morte de 191 crianças localizadas nas primeiras escavações.
Paul Mackenzie nega as acusações, mas responde por crimes como terrorismo, radicalização e homicídio. A promotoria sustenta que o líder religioso utilizava ensinamentos extremos para atrair seguidores para áreas isoladas, onde o jejum fatal era imposto como único caminho para a salvação

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