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O técnico da seleção do Uzbequistão, Fabio Cannavaro, criticou o tratamento recebido pela delegação ao desembarcar nos Estados Unidos para a disputa da Copa do Mundo.

Segundo o treinador, após passarem pelo setor de imigração, os integrantes da equipe foram submetidos a uma fiscalização considerada mais rigorosa do que a aplicada a outras delegações. O procedimento incluiu inspeção detalhada das bagagens, utilização de detectores de metais e a presença de cães farejadores.

Em entrevista à emissora chinesa CGTN, Cannavaro afirmou ter estranhado o fato de a revista ter ocorrido apenas com a delegação uzbeque. “Disseram-me que estas eram as regras, mas no final a inspeção ocorreu apenas com a gente, então achei curioso. O motivo precisa perguntar para eles”, declarou.

As imagens da fiscalização circularam nas redes sociais e provocaram reações entre torcedores e internautas. O episódio ocorre em meio a relatos de dificuldades enfrentadas por algumas delegações estrangeiras para ingressar e permanecer em território norte-americano durante o torneio.

Entre os casos citados estão o do atacante Aymen Hussein, que teria sido interrogado por horas ao chegar ao país, e do fotógrafo Talal Salah, ligado à delegação iraquiana, que foi deportado. Também houve relatos envolvendo o árbitro somali Omar Artan e o atacante suíço Breel Embolo, que teve o visto temporariamente retido para revisão antes de ser liberado.

Até o momento, as autoridades norte-americanas não divulgaram esclarecimentos sobre os critérios adotados nos procedimentos de fiscalização citados.

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