

A União Europeia retirou nesta terça-feira (12) o Brasil da lista de países autorizados a exportar animais destinados à alimentação humana e produtos de origem animal para o bloco europeu.
Segundo a Comissão Europeia, a decisão foi tomada devido ao descumprimento das regras relacionadas ao uso de antimicrobianos na produção animal. Com isso, o Brasil deixará de exportar para a UE produtos como bovinos, equinos, aves, ovos, itens de aquicultura, mel e invólucros a partir de 3 de setembro de 2026.
As normas europeias proíbem o uso de antibióticos para estimular crescimento ou aumentar produtividade em animais destinados à alimentação. Também restringem a utilização de medicamentos considerados essenciais para tratamentos humanos.
As regras já valem para produtores europeus desde 2022 e passarão a ser exigidas também de exportadores estrangeiros.
Enquanto o Brasil foi excluído da lista, países do Mercosul como Argentina, Paraguai e Uruguai seguem autorizados a exportar normalmente para o mercado europeu.
A medida aumenta a pressão sobre o agronegócio brasileiro e amplia a vantagem competitiva dos países vizinhos nas exportações para a Europa. A decisão também ocorre em meio às discussões e críticas envolvendo o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia.

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