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A gestão do prefeito Sandro Mabel (UB), em Goiânia, está no centro de um debate após a contratação, sem licitação, de um serviço de sinalização viária no valor de R$ 28 milhões.

O contrato foi firmado com a empresa Sinales Sinalização, de Serra (ES), e inclui a instalação de quebra-molas de borracha em ruas da capital.

💰 Diferença de valores chama atenção

Segundo a Secretaria Municipal de Engenharia e Trânsito (SET), cada quebra-mola está sendo adquirido por R$ 3.500, com previsão inicial de 250 unidades, totalizando cerca de R$ 875 mil apenas nesse item.

Em comparação, um contrato da prefeitura de Aparecida do Rio Doce aponta a compra do mesmo tipo de equipamento por R$ 292,33 a unidade.

➡️ Se aplicado esse valor, o custo total seria de aproximadamente R$ 73 mil, indicando uma diferença superior a R$ 800 mil.

📊 Produto é padronizado

Os quebra-molas de borracha são itens modulares, feitos geralmente de material reciclado e fixados ao solo. Por serem padronizados e amplamente utilizados, não costumam apresentar variações técnicas significativas que justifiquem grandes diferenças de preço.

Levantamentos em outros contratos públicos também mostram valores inferiores, como registros em Rondônia e consórcios públicos.

🚨 Contrato emergencial

A prefeitura justificou a contratação sem licitação como medida emergencial, após o encerramento do contrato anterior em agosto do ano passado.

O caso levanta questionamentos sobre:

  • Critérios adotados na contratação
  • Diferença de preços praticados
  • Prioridades da gestão pública

O tema deve seguir gerando debate sobre transparência e uso de recursos públicos na capital.

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