

Enquanto o governador Ronaldo Caiado insiste em dizer que “em Goiás não existe crime”, o estado voltou a ser destaque em uma megaoperação nacional contra fabricação e comércio de bebidas falsificadas.
A operação, deflagrada nesta terça-feira (11), cumpriu nove mandados de busca e apreensão. Depósitos em Goiânia e Nova Iguaçu (RJ) foram identificados como centros de armazenamento de garrafas e insumos usados na produção ilegal.
No território goiano, a Polícia apreendeu uísque, vodka e gin, alguns já engarrafados e prontos para venda. As investigações mostram que a quadrilha atuava em São Paulo, Paraná, Bahia, Pernambuco, Rio de Janeiro e Santa Catarina.
• Ligação com São Paulo
As apurações começaram após a prisão de um fornecedor paulista de vasilhames utilizados na falsificação. A partir dele, a polícia chegou a distribuidores e fábricas clandestinas — incluindo envolvidos em Goiânia.
O principal investigado seria o elo entre falsificadores e fornecedores, além de produzir diretamente bebidas adulteradas. Ao menos quatro pessoas são investigadas em Goiás.
• Vidas perdidas
A gravidade do esquema aumentou após duas mortes em Cajamar (SP) nesta segunda-feira (10). As vítimas ingeriram bebidas adulteradas com metanol, substância tóxica que pode causar cegueira e parada respiratória.
Só neste ano, sete pessoas morreram no Brasil por intoxicação após consumir bebidas falsificadas.

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