

O relato recente da cantora Gretchen sobre problemas enfrentados após uma micropigmentação capilar reacendeu discussões sobre os riscos e limitações do procedimento estético, cada vez mais procurado para disfarçar falhas e rarefação nos fios.
Segundo a artista, a técnica teria agravado a queda capilar durante o tratamento contra alopecia, levantando dúvidas sobre a segurança do procedimento em pacientes que já enfrentam problemas de calvície.
Em entrevista, a dermatologista Camila Sampaio explicou que a micropigmentação consiste na aplicação superficial de pigmentos no couro cabeludo para criar um efeito visual de maior densidade capilar. No entanto, ela alertou que o procedimento exige avaliação individualizada e cuidados específicos.
“A micropigmentação utiliza pequenas perfurações no couro cabeludo para inserir pigmentos na pele. Quando feita de maneira inadequada, com excesso de profundidade, produtos de baixa qualidade ou em um couro cabeludo já sensibilizado, ela pode desencadear processos inflamatórios e agravar quadros de queda capilar”, explicou a médica.
A especialista destacou ainda que pacientes com alopecia ativa precisam de atenção redobrada antes de realizar intervenções estéticas na região. Segundo ela, o trauma provocado pelas agulhas pode piorar inflamações já existentes e acelerar a perda dos fios em alguns casos.
O episódio aumentou o debate nas redes sociais sobre a importância de avaliação médica antes da realização de procedimentos capilares e sobre os riscos envolvidos quando a técnica é aplicada sem acompanhamento adequado.

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