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A prisão de Paulo Sérgio Praxedes do Monte Araújo e Carlos Francisco Priprá, em Jaraguá do Sul, revelou um caso de extrema gravidade envolvendo abusos contra pessoas surdas ao longo de quase duas décadas.

Segundo as investigações, ao menos cinco vítimas teriam sido abusadas em locais que deveriam oferecer segurança e acolhimento, como escolas, retiros religiosos e até a residência dos acusados. Há ainda o registro de uma denúncia feita em 2016 que, conforme apontado, não teria sido suficiente para interromper o ciclo de violência.

Um dos suspeitos ocupava posição de liderança em uma associação de surdos e atuava como professor de Libras, o que levanta preocupações sobre o uso da confiança da comunidade para facilitar os crimes.

O caso evidencia dificuldades enfrentadas por vítimas com deficiência auditiva, que muitas vezes encontram barreiras para denunciar e serem ouvidas. A situação também reacende o debate sobre a atuação do poder público, a necessidade de mecanismos mais eficazes de proteção e a importância de canais acessíveis de denúncia.

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