

Enquanto moradores de diversos bairros de Goiânia reclamam da falta de manutenção básica — como ruas esburacadas, lixo acumulado, mato alto em áreas públicas, ausência de pintura de meio-fio e sinalização precária — a gestão do prefeito Sandro Mabel (UB) anunciou o aumento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) para o exercício de 2026.
O novo valor passa a vigorar a partir de 1º de janeiro de 2026 e poderá impactar também outros tributos municipais, como o Imposto Territorial Urbano (ITU) e o Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), além de outras taxas cobradas pelo município.
Críticos apontam que a medida ocorre em um cenário de serviços públicos considerados insuficientes pela população, o que intensifica o desgaste político da administração municipal.
Ligação política com o governo estadual
Sandro Mabel é frequentemente associado ao governador Ronaldo Caiado (UB), que articulou sua filiação partidária e o apresentou como exemplo de gestão. Para opositores, o aumento de impostos em Goiânia repete práticas adotadas no governo estadual, marcadas por criação de taxas, elevação da carga tributária e contratos sem licitação.
Problemas semelhantes na saúde
Na área da saúde, comparações entre o estado e o município também têm sido feitas. Enquanto hospitais estaduais enfrentam superlotação, unidades de saúde municipais são alvo de denúncias por abandono, falta de estrutura e dificuldades no atendimento à população.
Para críticos, o cenário evidencia um padrão administrativo que transfere o custo da gestão para o contribuinte, sem a correspondente melhoria dos serviços públicos.

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