

Levantamento de bastidores obtido pelo Goiás24Horas revela que a Casa Militar do governo Ronaldo Caiado conta atualmente com 253 policiais militares, número suficiente para compor cerca de quatro quartéis inteiros. Enquanto isso, municípios do interior do estado enfrentam déficit grave de efetivo, com uma única viatura atendendo até três cidades.
A concentração de policiais na estrutura do governo é apontada por integrantes da própria corporação como uma inversão de prioridades, criando o que tem sido chamado internamente de uma “polícia paralela”, distante do patrulhamento diário e das condições reais enfrentadas pela base da PM.
Outro ponto que gera forte insatisfação é o padrão recorrente de promoções e bravuras concedidas a policiais ligados à Casa Militar. Segundo relatos, militares que não atuam na linha de frente acabam aparecendo como protagonistas em ocorrências pontuais e, pouco depois, recebem reconhecimentos funcionais, levantando dúvidas sobre critérios, mérito e isonomia na carreira.
Casos graves também reforçam a polêmica. Investigações sobre o assassinato do empresário Fabrício Lourenço Brasil, em Goiânia, apontam o envolvimento de policiais com passagem pela Casa Militar, incluindo dois sargentos e um coronel. O episódio ampliou o debate sobre o uso político da estrutura e os impactos na imagem da Polícia Militar de Goiás.

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