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Dez promotores de Justiça ingressaram com ação contra o governo de Goiás e a Goinfra, apontando cláusulas consideradas ilegais em contratos firmados sem licitação para obras em Rio Verde, avaliadas em R$ 327 milhões.

Segundo o Ministério Público, os acordos com as empresas Comigo e Cereal Comércio e Exportação Agropecuária S/A isentam as contratadas de qualquer responsabilidade administrativa ou judicial por falhas ou prejuízos na execução das obras — o que, na prática, transfere todo o risco ao Estado.

“Escudo jurídico” para empresas privadas

A ação afirma que as cláusulas funcionam como um “escudo jurídico” que beneficia diretamente as empresas envolvidas.
Em um dos trechos, os promotores afirmam que a Goinfra deixou de fiscalizar e de responsabilizar os particulares pelos danos ao erário, violando princípios constitucionais como moralidade e eficiência.

Uso de dinheiro público para interesse privado

O MP também critica o uso de recursos do Fundinfra para obras que beneficiam eventos privados, como a Tecnoshow Comigo, em Rio Verde.
São seis obras de engenharia voltadas diretamente ao acesso ao evento do agronegócio — intervenções sem caráter público ou emergencial, segundo a ação.

Pedidos do MP

Os promotores solicitam:
Nulidade imediata dos contratos
Responsabilização dos gestores envolvidos
Bloqueio de valores para evitar novos pagamentos

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