

Durante as férias, é comum o aumento no número de acidentes causados por mergulhos em águas rasas — uma situação que representa a segunda principal causa de lesões que podem resultar em tetraplegia, de acordo com o Corpo de Bombeiros.
Esse tipo de acidente ocorre quando a pessoa bate a cabeça no fundo, fazendo com que a força do impacto seja transmitida diretamente à coluna cervical, que protege a medula espinhal. A medula atua como um “fio condutor” entre o cérebro e o corpo, sendo responsável pelos movimentos, sensações e funções involuntárias, como a respiração.
Quando há fratura na coluna, os ossos das vértebras podem comprimir ou até cortar a medula, interrompendo a transmissão dos impulsos nervosos e provocando perda de movimentos e sensibilidade. A gravidade da lesão depende da altura em que ela ocorre. Lesões acima da vértebra C6 (na altura do pescoço) podem causar paralisia nos braços, pernas e tronco. Já lesões acima da vértebra C3, mais próxima da cabeça, podem comprometer a respiração, tornando a vítima dependente de aparelhos.
Especialistas alertam sobre o risco durante as férias
Médicos e bombeiros em Goiás chamam atenção para o aumento desses acidentes durante o período de férias, quando as pessoas costumam buscar atividades em rios, lagos e piscinas.
O que fazer em caso de acidente
O major Marra, do Corpo de Bombeiros, alerta que reconhecer os sinais de uma possível lesão medular é fundamental. “Se alguém mergulha e permanece imóvel com a cabeça submersa, isso pode indicar uma lesão grave na medula. A retirada da vítima deve ser feita com extremo cuidado”, afirma.
A primeira medida é acionar o socorro imediatamente pelo número 193. Enquanto os profissionais não chegam, é possível prestar ajuda com cautela — desde que o local esteja seguro. A forma correta de retirada consiste em apoiar um antebraço sob o tórax da vítima e a outra mão sob o queixo, mantendo o alinhamento entre cabeça e coluna. Outra pessoa deve sustentar a coluna e, juntos, girar a vítima em bloco, sem torções. Após a retirada, aguarde a chegada dos bombeiros, que farão a imobilização com colar cervical e prancha rígida.
Prevenção é o melhor caminho
A orientação principal para evitar acidentes é nunca mergulhar de cabeça em locais desconhecidos ou com pouca profundidade. “Entre sempre em pé na água, especialmente em locais que você não conhece”, reforça o major Marra.

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