

O vice-governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB), comentou pela primeira vez nesta sexta-feira (20/2) a filiação de Ana Paula Rezende ao PL. Segundo ele, a decisão foi recebida com surpresa e frustração. “Lamento uma atitude impensada”, afirmou.
Daniel destacou que foi um dos principais incentivadores para que Ana Paula ingressasse na vida pública e relembrou que, até o último momento, tentou convencê-la a disputar a Prefeitura de Goiânia. Segundo ele, caso tivesse aceitado, ela seria hoje prefeita da capital, substituindo o empresário Sandro Mabel, com apoio do MDB e da base aliada do governador Ronaldo Caiado.
O vice-governador negou que Ana Paula não tivesse espaço no MDB. Ele relembrou que ela foi convidada para disputar a Prefeitura, depois para compor a chapa governista como vice e, em seguida, escolhida para a vice-presidência do partido. Com a saída de Daniel para assumir o governo, ela passaria automaticamente ao comando estadual da sigla. “Em cerca de 40 dias, ela seria presidente do MDB”, afirmou.
Daniel também comentou que a justificativa apresentada para o rompimento estaria relacionada à construção do memorial de Iris Rezende. Segundo ele, houve cobrança para que o Estado financiasse a obra, o que foi negado por impedimentos legais. “A reação foi desproporcional”, avaliou.
Apesar da saída de Ana Paula, Daniel afirmou que o grupo político segue dialogando com outras legendas e que a definição do vice na chapa majoritária ficará para mais perto das convenções. “Não é agora”, concluiu.

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