

Os advogados Marcus Eduardo Miranda Martins e Gabrielle Vieira Santana renunciaram à defesa do técnico de enfermagem Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos, preso suspeito de envolvimento em três homicídios ocorridos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, em Taguatinga, no Distrito Federal.
O Metrópoles teve acesso ao pedido de renúncia apresentado pelos defensores, que não se manifestaram até a última atualização desta reportagem. Ainda não foi informado quem assumirá a defesa do investigado.
Em uma das poucas manifestações públicas, a defesa afirmou que não havia sentença condenatória nem decisão judicial reconhecendo a prática de crime por parte do técnico, além de alegar que informações divulgadas sobre a vida pessoal do investigado seriam inverídicas.
Em nota divulgada no último domingo (25/1), o Hospital Anchieta afirmou que o técnico de enfermagem teria agido de forma intencional e criminosa nas mortes registradas na UTI.
Além de responder pelos homicídios, Marcos Vinícius também foi acusado pela colega Amanda Rodrigues de Sousa, de 28 anos — igualmente investigada — de tentar matá-la enquanto ela estava internada na UTI se recuperando de uma cirurgia. Segundo o relato, os dois mantinham uma relação extraconjugal.
Também foi presa Marcela Camilly Alves da Silva, de 22 anos. Imagens obtidas mostram os três técnicos na UTI manipulando medicamentos e realizando aplicações em pacientes. De acordo com a polícia, o grupo teria administrado doses elevadas de medicamentos que provocaram parada cardíaca nas vítimas.
Em um dos casos, conforme informou o delegado responsável pela investigação, Wislley Salomão, Marcos Vinícius teria aplicado desinfetante diretamente na veia de uma paciente, que morreu em seguida.
A Polícia Civil do Distrito Federal informou que todas as mortes ocorridas durante os plantões dos técnicos presos serão investigadas.

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