

O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (UB), vetou integralmente a lei aprovada pela Câmara Municipal que previa o fim da Taxa de Limpeza Pública, conhecida como taxa do lixo. A decisão mantém a cobrança instituída no ano passado e reacende o debate sobre o peso dos tributos no bolso dos goianienses.
Na justificativa do veto, o Executivo alega risco de perda de arrecadação e ausência de estudos de impacto financeiro. Críticos, no entanto, classificam o argumento como frágil. Dados oficiais apontam que o município já arrecadou mais de R$ 8,36 bilhões até outubro de 2025, o que levanta questionamentos sobre a real necessidade de manter a taxa.
A medida também provoca desgaste político, especialmente por associar a gestão municipal à política fiscal defendida pelo governador Ronaldo Caiado, alvo de críticas por ampliar cobranças. Para opositores, a manutenção da taxa penaliza a população em um cenário de elevada carga tributária.
Agora, o veto segue para análise da Câmara de Goiânia. Cabe aos vereadores decidir se mantêm a decisão do prefeito ou se a derrubam para restabelecer a lei que extingue a taxa. A votação deve indicar de que lado o Legislativo pretende ficar: o da arrecadação ou o da população.

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