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Em 1º de novembro de 2019, o governador Ronaldo Caiado afirmou publicamente que a Saneago não seria privatizada, dizendo que sua palavra bastava como garantia de que a companhia permaneceria sob controle estatal.

No entanto, documentos oficiais da própria Saneamento de Goiás S.A., publicados no sistema da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), mostram a convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária para deliberar sobre uma Parceria Público-Privada (PPP), na modalidade de concessão administrativa.

O plano prevê transferir a operação do esgotamento sanitário em 216 municípios goianos à iniciativa privada. Embora o governo trate o modelo como PPP, críticos apontam que, na prática, a medida representa uma privatização disfarçada de um serviço público essencial, retirando da Saneago o controle direto sobre o saneamento em grande parte do Estado.

Para opositores, a iniciativa quebra uma promessa feita ainda no início do mandato e pode resultar em aumento da conta de água para a população, além de comprometer o controle público sobre um setor estratégico.

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