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Um cercado simples de tela metálica, construído no Centro Cultural Oscar Niemeyer, em Goiânia, virou motivo de polêmica. A obra, anunciada pelo governo de Ronaldo Caiado (UB) como “intervenção oficial do Estado”, está orçada em R$ 3.235.353,73 e deve ficar pronta em 60 dias.

O valor chamou atenção pela discrepância entre o serviço anunciado e o custo apresentado — considerado por especialistas e opositores como suspeito de superfaturamento.


Padrão que se repete

Críticos afirmam que esse não é um caso isolado. A obra do Hospital do Câncer (Cora), por exemplo, custou aos cofres públicos R$ 2,4 bilhões, apesar de ser avaliada no mercado em cerca de R$ 300 milhões. O projeto foi entregue à gestão de um aliado político do governador, sem esclarecimentos detalhados sobre os gastos.


Modelo sem transparência

A situação também segue o mesmo padrão das obras financiadas com recursos da taxa do Agro, onde bilhões foram repassados a uma organização social escolhida sem licitação e sem fiscalização efetiva. O modelo foi suspenso pelo STF por falta de transparência e controle público.

Para opositores, o cercadinho simboliza um problema maior: dinheiro público alto demais em obras pequenas demais — e poucas respostas.

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