

Goiás já notificou cinco casos suspeitos de intoxicação por metanol, dos quais dois foram oficialmente descartados, segundo informou a Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO) nesta terça-feira (7). As suspeitas ativas envolvem pacientes de Itapaci, Formosa e Padre Bernardo, enquanto as notificações de Bom Jesus e Senador Canedo foram descartadas após avaliação médica.
O primeiro caso confirmado foi o de uma mulher de 25 anos, moradora de Itapaci, que está internada em estado grave no Hospital Estadual Centro Norte Goiano (HCN), em Uruaçu. O segundo registro é de um jovem de 20 anos, de Formosa, que já apresentou melhora significativa. O terceiro caso investigado é de um homem de 47 anos, de Padre Bernardo, que está internado no Hospital de Base de Brasília (DF) e permanece com protocolo aberto de morte encefálica, conforme o Ciatox-DF.
Entre os casos descartados, o primeiro é de um homem de 25 anos, de Bom Jesus, que inicialmente apresentou sintomas compatíveis com intoxicação, mas teve o diagnóstico de metanol excluído após novos exames. O segundo é de uma jovem de 18 anos, de Senador Canedo, que estava internada no Hospital de Urgências de Goiás (Hugo) e teve o quadro clínico esclarecido como não relacionado à substância.
O que é o metanol?
O metanol é um composto químico utilizado em produtos industriais e domésticos, como vernizes, solventes, anticongelantes e combustíveis. Ele se assemelha visualmente e no odor ao álcool etílico (etanol), presente em bebidas alcoólicas, mas é altamente tóxico ao organismo humano.
Por ser mais barato, o metanol costuma ser usado ilegalmente na adulteração de bebidas, o que dificulta sua identificação no momento do consumo. Mesmo pequenas quantidades podem causar cegueira, falência de órgãos e morte, com sintomas que surgem horas após a ingestão, quando o corpo tenta eliminar a substância.

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