Segundo a entidade, carne bovina responde por 61,8% das exportações de Goiás para os EUA.


Carne bovina e açúcar de cana são os principais produtos de Goiás afetados pela tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Juntos, esses dois itens representaram mais de 70% das exportações goianas para os EUA em 2024, conforme dados da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg).
Segundo a entidade, a carne bovina sozinha respondeu por 61,8% das exportações do estado para os Estados Unidos. O açúcar movimentou US$ 32,3 milhões, o que equivale a 9,6% do total exportado. Ambos os setores devem sentir rapidamente os efeitos da medida, com perda de competitividade e risco de queda nos volumes embarcados.
Além da carne e do açúcar, outros setores também estão sob risco, como frutas, milho, peixes, café, hortaliças e produtos industriais essenciais para a cadeia produtiva. Máquinas agrícolas, por exemplo, representam 25,5% das importações goianas provenientes dos EUA, enquanto fertilizantes e adubos somam 6%.
“O produtor que depende da importação de máquinas e fertilizantes terá mais dificuldades para absorver o aumento nos custos. E quem exporta, como o setor da carne, pode perder mercado rapidamente”, explica Edson Novaes, gerente técnico da Faeg.
A entidade alerta que o impacto da tarifa pode ser sentido tanto no campo quanto na cidade. Com as exportações pressionadas e o custo dos insumos mais alto, há risco de desaceleração econômica em setores estratégicos da agroindústria goiana.
“Todos perdem com uma guerra comercial. Para o Brasil, o risco é maior, pois o fechamento de mercado pode refletir diretamente na geração de empregos e na estabilidade dos preços em setores essenciais da nossa economia”, ressaltou Edson. “O impacto poderá ser percebido tanto no campo quanto na cidade”, completou.
Produtos mais afetados pela tarifa dos EUA, segundo levantamento da Faeg:
- Carne bovina (61,8% das exportações para os EUA)
- Açúcar de cana (US$ 32,3 milhões)
- Frutas, milho, peixes, café e hortaliças
- Máquinas agrícolas (25,5% das importações goianas dos EUA)
- Fertilizantes e adubos (6% das importações)

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